Publicações

19/10/2009 Mercados para produtos gaúchos

 
Há um ano neste espaço de opinião do prestigioso Jornal do Comércio escrevi sobre a importância da inovação tecnológica, uma área em franco crescimento na indústria gaúcha. Seguindo as diretrizes do programa Estruturante Mais Trabalho Mais Futuro, além de focarem o desenvolvimento em setores produtores de futuro e promover a inovação, apontam a modernização da produção tradicional como alternativa para conquistar novos mercados. Na feira de Anuga 2009 – Mercado Mundial de Alimentação que se realiza na Alemanha, o Rio Grande do Sul colhe os resultados da política econômica definida pelo governo do Estado no campo da inovação. Sete vinhos brasileiros ganharam medalhas no concurso oficial da Anuga, concorrendo com 220 vinhos de 12 países. As vinícolas gaúchas, Boscato, Casa Valduga, Miolo e Salton, que ocuparam o estande coletivo de 75,75 m2 apoiadas pela Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai), retornam com o prêmio obtido na avaliação liderada por um master of wine alemão o selo de reconhecimento da qualidade, graças às inovações implementadas em seus produtos. 
O suporte do Estado, através do programa de Apoio à Participação em Feiras da Sedai, juntamente com o Instituto Brasileiro do Vinho, investiu R$ 50 mil na locação da área que oportunizou para as empresas gaúchas exporem seus produtos. Ao longo do tempo, inúmeras empresas gaúchas têm recebido apoio para estar em Anuga. Em 2001, o estande coletivo do Rio Grande do Sul abrigou duas empresas. Em 2005, foram 36 empresas. Em 2007 o estande coletivo contou com a presença de 10 empresas e nesta edição, de 2009, nove empresas levaram produtos à Alemanha e retornam credenciadas a competirem no mercado mundial de alimentos e bebidas. Representantes da Sedai em Anuga adiantam que além de abrir contato com clientes de Gana, na África, a Letônia e a Suécia importarão vinhos e espumantes do Rio Grande do Sul. Ainda em outubro a Sedai estará presente em Israel onde irá cumprir uma agenda de contatos e negociações na área de atração de investimentos em tecnologia da informação, tecnologia de alimentos, biomedicina e fármacos tudo com vistas a capacitar o parque fabril gaúcho para o mercado potencial que estará logo aí, na frente. 

Fonte: Jornal do Comércio